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Estádios de Futebol no Brasil
Estádio de futebol
 
 
Os estádios brasileiros possuem diversos problemas, como a falta de acesso à entrada dos estádios, falta de lugares marcados, pouca conservação e a venda dos ingressos. Apesar de diversos problemas, o Procon recebe poucas reclamações sobre o assunto e a explicação para isso pode ser apontada na percepção do torcedor de não querer prejudicar seu time.
 
A maioria dos estádios nacionais não está pronto para dar um bom atendimento ao consumidor. Dentre eles, 70% estão localizados na região sul  e sudeste, sendo que o país conta com 200 estádios particulares. Mais de 50% dos estádios têm capacidade abaixo de 5 mil lugares.

No passado, os estádios tinham uma capacidade bem maior do que tem atualmente. O Maracanã, por exemplo, já teve 183 mil pagantes em uma partida de futebol(Brasil1x0Paraguai em 1969). Na final da Copa do Mundo, em 1950, mais de 200 mil pessoas assistiram à derrota da seleção brasileira.
 
Após diversas reformas, o Maracanã chegou a contar com aproximadamente 92 mil lugares e atualmente está sendo reformado para receber a final da Copa de 2014. O Estádio das Laranjeiras é o mais antigo do país e começou a ser criado em 17 de outubro de 1902.

Várias tragédias no futebol brasileiro são decorrentes do descaso com os estádios. Em 2007, no empate em 0 a 0 entre Vila Nova e Bahia, uma parte da arquibancada cedeu e vários torcedores caíram no vão, deixando pelo menos 7 mortos. Na época, o estádio era considerado o pior do país; porém, naquela partida, chegou a receber 60 mil torcedores. Em 2000, no Estádio São Januário, o alambrado caiu no jogo entre Vasco e São Caetano, deixando mais de 100 pessoas feridas e a partida foi cancelada. Em 1992, na final do campeonato brasileiro, a grade da arquibancada superior caiu sobre as cadeiras e três pessoas morreram.

Os quatro maiores estádios do país não se adaptam as condições de segurança e a ausência de normas é apontada como motivo para isso ocorrer. A solução para a melhora da qualidade dos estádios nacionais seria uma fiscalização nacional que analisasse a qualidade, segurança e monitoramento neles. As adaptações devem se espelhar nas normas internacionais, mas que sejam adequadas a realidade brasileira.

O Estatuto do Torcedor traz um capítulo que trata somente das condições de alimentação e higiene dos estádios. Nesse capítulo, é estabelecido que de responsabilidade do Poder Público, por meio dos órgãos de vigilância sanitária, fiscalizar as instalações internas e a qualidade dos alimentos servidos no local. Em sua grande maioria, esses espaços não são rentáveis, pois não há investimentos e os clubes lucram apenas com a bilheteria. A solução encontrada por muitos é alugar suas arenas para shows e eventos.

Mulher com livrosEstatuto do Torcedor


Com diversos problemas nos estádios e no futebol brasileiro o Congresso Nacional estabeleceu medidas para diminuir os casos de violência e desrespeito nos jogos dos campeonatos nacionais. Foi criada a Lei 10.617, em maio de 2003, a qual ficou conhecida como Estatuto do Torcedor. Foi estabelecido no estatuto que condutas violentas, invasão e tumulto passariam a ser considerados crime. O trabalho dos cambistas passou a ser ilegal, assim como qualquer caracterização de fraude nos jogos.

A Lei 12.299/10, que foi sancionada em julho de 2010, altera o Estatuto do Torcedor e visa transformar os estádios em lugares mais confortáveis e seguros. As principais mudanças no Estatuto do Torcedor são:

-Violência nos estádios
Quem provoca tumulto e violência em eventos esportivos pode sofrer pena de reclusão de um a dois anos. Objetos que possam servir para a prática de violência ficam proibidos de entrar no estádio. Outra mudança relevante reflete naqueles que cometem crimes fora do estádio, seja indo ou voltando desse evento esportivo e poderá sofrer punições por isso.

-Acesso e Permanência no estádio
O torcedor tem obrigações que garantem sua permanência nos estádios. Dentre elas, estão a de não carregar objetos, bebidas ou substâncias que promovam a violência, não portar cartazes com mensagens agressivas, não entoar cânticos discriminatórios, dentre outros.

-Cambismo
Vender ingressos a um valor menor que o da bilheteria passa a ser crime, com pena de um a dois anos e multa. Quem facilitar a venda irregular pode receber punição de dois a quatro anos e multa.

-Fraude no Resultado dos Jogos

Tentar alterar o resultado de um jogo pode causar punição com reclusão de dois a seis anos e multa.

-Monitoramento por imagens
Os estádios devem manter uma central técnica de informações, que antes era estabelecido para arenas com capacidade a partir de 20 mil torcedores e agora passou para 10 mil torcedores. Os eventos esportivos deverão ter monitoramento e catracas para o acesso ao estádio.

-Torcida Organizada
Outra mudança foi o cadastro dos membros de torcidas organizadas, para que o grupo se responsabilize por atitudes violentas de seus integrantes. Se ocorrer tumulto de alguma torcida organizada, esta poderá ser punida por até três anos, com a proibição da entrada nos estádios.

-Ofensas
Aquele que portar cartazes ou bandeiras com mensagens ofensivas ou cantar músicas racistas e xenófobas deverão ser proibidos de entrar em uma arena esportiva.
 
 
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